Leilão de Arte Piolho Nababo R$1,99

Belo Horizonte e Fortaleza desde 2010

Piolho Nababo
piolhonababo.blogspot.com.br/

O coletivo Piolho Nababo, formado por Daniel Toledo, Froiid K e Warley Desali é conhecido no meio underground belo-horizontino desde 2010, quando criaram a Galeria de Arte Piolho Nababo, ocupando uma sala comercial no edifício Maletta, no centro de Belo Horizonte, onde qualquer pessoa poderia expor. As obras eram trocadas, vendidas, doadas e a quantidade foi crescendo tanto que as obras se sobrepunham em camadas nas paredes, no teto e no chão.

Nesse espaço surgiu o “Leilão de Arte Piolho Nababo R$1,99” (que acontecia inicialmente no Ystilingue – espaço que já abrigou diversas iniciativas independentes em BH – e migrou para outros lugares, incluindo espaços institucionais). No Leilão, o coletivo convoca diversos artistas a participarem e organiza um grande e performático Leilão de Arte cujos preços iniciam em R$ 1,99, numa clara referência ao comércio popular brasileiro. O diferencial do leilão é que as obras que não são vendidas são destruídas. Eles afirmam de forma irônica que “se uma obra de arte não tem valor comercial, ela não merece existir”. Cada evento tem um mote, mas todos trazem críticas afiadas ao sistema tradicional da arte.
O acervo do leilão compreende uma série de trabalhos dos mais diversos tipos, como pinturas, desenhos, gravuras, colagens, fotografias, esculturas, entre outros. O leilão que funciona como uma extravagante festa, conta com uma banda, ou DJ, que toca durante todo o evento, produzindo um ambiente de catarse coletiva. Os lances podem ser ou não acatados pelo leiloeiro.

O evento é uma sátira aos tradicionais leilões que integram o mercado de arte e assim o coletivo questiona: “O que é arte?” “O que é o espaço de arte? “O que é o artista?” “Por que este ou aquele foram eleitos?”.  Dessa forma, instigam a todos, a partir da ideia de que todos somos artistas, a produzirem e exibirem suas obras. Fazem piada com o mercado de arte e o colecionismo e com o fetiche de se possuir uma obra de arte. Retiram todo o glamour e tornam a arte uma mercadoria qualquer. Além de criarem espaços para trocas e compartilhamento entre os artistas participantes.

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The collective Piolho Nababo, formed by Daniel Toledo, Froiid K and Warley Desali, has been a familiar name in the Belo Horizonte underground since 2010, when they created the Galeria de Arte Piolho Nababo, occupying an office space in the Maletta building, in the center of Belo Horizonte, where anyone could exhibit their work. The works were traded, sold and donated, and the quantity continued to grow so much that the works layered themselves over each other on the walls, ceiling and floor.

This space hosted the emergence of the “Leilão de Arte Piolho Nababo R$1,99” [Art auction] (which initially took place at Ystilingue – a space that has given shelter to a variety of independent initiatives in Belo Horizonte –, and migrated to other places, including institutional spaces). At the Auction, the collective calls upon a variety of artists to participate and they organize a big, performative Art Auction with prices that start at R$ 1,99, in a clear reference to the popular Brazilian commerce. What differentiates the auction from others is that the works that are not sold are destroyed. They affirm, in an ironic way, that if a work of art has no commercial value, it doesn’t deserve to exist”. Each event has a theme, but all of them carry sharp criticisms regarding the traditional system of art.

The auction’s collection includes a series of works of the widest variety, such as paintings, drawings, engravings, collage works, photographs and sculptures, among others. The auction functions as an extravagant party, including a band or a DJ, who plays throughout the event, producing an environment of collective catharsis. The bids may or may not be acknowledged by the auctioneer.

The event is a satire of the traditional auctions that are a part of the art market and ask: “What is art?” “What is an art space?” “What is the artist?” Why was this one or that one elected? In this way, they instigate all, based on the idea that we are all artists, to produce and exhibit our works.
They make a joke about the art market and collecting, with a fetish for one’s ownership of an artwork. They remove all the glamour and turn art into everyday merchandise. Aside from this, they create spaces for exchanging and sharing among the participating artists.