música para sair da bolha

Curitiba, desde 2008

INTERLUX ARTE LIVRE
https://interlux.wordpress.com/

Em “Música para sair da bolha”, ação do coletivo Interlux Arte Livre, os artistas promovem uma roda de música ao ar livre, próxima a locais onde o trânsito é mais crítico, sempre na hora do rush. A intenção é produzir um convite para que os motoristas saiam de seus carros, aproveitem as apresentações e reflitam sobre o trânsito – e, especialmente, sobre a relação com os pedestres e os ciclistas. “Encapsulados” em seus automóveis, as pessoas transitam pelas ruas em uma “bolha de alienação”, que acaba por definir a forma como elas se relacionam com os espaços públicos da cidade.

O trabalho é uma ação performática musical, que celebra a rua como espaço de troca e convivência. Os integrantes do grupo são críticos ao modelo de cidade que privilegia o transporte individual, destruindo a sociabilidade, criando áreas de isolamento e privatizando os espaços das ruas.

Baseado em Curitiba, o coletivo iniciou suas atividades em 2002 e desde então realiza ações em diferentes territórios, abrangendo os campos das artes visuais, música, intervenção urbana e ativismo político. A proposta do grupo busca repensar a cidade de forma crítica e proporcionar novos modos de experiência do espaço urbano. A partir de suas intervenções, o Interlux propõe “estimular as pessoas a deixar de ter uma postura passiva, tanto em relação às suas próprias vidas, como em relação à cidade, em relação uns aos outros, em relação à maneira com elas enxergam a rua”.

Entre os outros vários projetos do Interlux, está a “Jardinagem Libertária – semeando nas ruínas da civilização”, no qual os artistas, em conjunto com diversos colaboradores, criam jardins, hortas e canteiros na cidade. A ação propõe a retomada do espaço urbano por meio do plantio e manutenção da “cobertura vegetal” das áreas urbanas, abrindo brechas para o respiro e a vida na cidade.

 

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In  “Música para Sair da Bolha” [Music to leave the bubble], an action by the collective Interlux Arte Livre, the artists promote an open air music circle near locations that have the heaviest traffic, always during the rush hour. The intention is to make an invitation for the drivers, giving them an opportunity to get out of their cars, enjoy the presentations and reflect upon the traffic – and, especially, upon their relationship with pedestrians and cyclists. “Encapsulados” (“encapsulated”) inside their automobiles, people drive through the streets in a “bubble of alienation” that ends up defining the way they relate to the city’s public spaces.

The work is an action of musical performance, that celebrates the street as a space for exchange and coexistence. The members of the group are critical of the model of cities that gives privileges to individual transportation, destroying sociability, creating areas of isolation and privatizing the spaces in the streets.

Based in Curitiba, the collective began its activities in 2002, and since then have been creating actions in different regions, encompassing the fields of visual arts, music, public art and political activism. The group’s proposal seeks to rethink the city in a critical way and  to provide new ways of experiencing the urban space. With their interventions as a starting point, they propose to “stimulate people to stop having a passive attitude, as much in their own lives as in their relationships with the city, with each other, with the way with which they see the streets”.

Interflux has several other projects, inclu-ding “Jardinagem Libertária – semeando nas ruínas da civilização” (“Libertarian Gardening – sowing in the ruins of civilization”), in which the artists, together with several collaborators, create gardens and flower beds in the city. The action proposes the retaking of the urban space by way of planting and maintaining the “vegetation topping” of urban spaces, opening niches for breathing and living in the city.