QG do GIA

Diversas Cidades, desde 2009

GIA – Grupo de Interferência Ambiental
giabahia.blogspot.com

O GIA é um coletivo baiano que existe desde 2002 (atualmente composto por Everton Marco, Tiago Ribeiro, Ludmila Britto, Tininha Llanos, Mark Dayves Cristiano Piton e Luis Parras). A vida cotidiana e as sutilezas do convívio nos espaços públicos das cidades aparecem como tema central de suas obras. Seu fazer artístico, fortemente colaborativo, está marcado pela amizade e o entrosamento entre os participantes do grupo, que criam, com suas ações, momentos de compartilhamento de experiências, percepções e festividades.

O GIA transita entre diferentes artes, misturando uma série de proposições como panfletos, vídeos, performances, instalações, música e também comida, festa, fabricação de cerveja e outras ações. Uma caraterística forte de seu trabalho é o uso do humor para tocar em questões importantes relativas ao convívio social.

Entre as iniciativas do coletivo está o “QG do GIA”, espaço de “encontro, pensamento e ação” que já foi realizado em diversos lugares. O trabalho consiste na produção de um espaço temporário no qual os artistas convivem com o público em uma proposta de vivência criativa ampliada. O ambiente é decorado com plantas, sofás, tapetes, redes, instrumentos musicais, uma cozinha e uma lona amarela, que é a marca do coletivo. Esse espaço funciona como um “quartel general”, pois serve como sede para que os artistas planejem suas ações urbanas. O lugar funciona ainda como um grande estúdio aberto de criação, no qual as pessoas envolvidas são parte fundamental do processo criativo.

O “QG” é uma obra que se desdobra no próprio espaço (a instalação), no convívio entre o grupo e as pessoas envolvidas (o processo como obra de arte) e nas ações e intervenções que nascem dali mas que tomam corpo no espaço urbano, pelos mais diversos meios. Outras práticas não necessariamente artísticas, como cozi-nhar, dormir e tomar banho, também são derivadas do “QG” e ressignificadas dentro do processo. Assim, o coletivo brinca com os limites de definição e indeterminação das obras de arte. As festas nos trabalhos do GIA tem uma grande importância, pois nelas há uma dissolução entre o público e os artistas, sendo que na catarse coletiva do samba se cria um ambiente criativo aberto. Os trabalhos do GIA agregam poesia, delicadeza e bom humor como ferramentas que interferem na realidade das coisas postas e potencializam afetos.