Transverso

 

Diversas cidades, desde 2011

Coletivo Transverso
www. coletivotransverso.blogspot.com

“Na desordem do progresso, a rua há de ser verso”, “a maldade dá saudade”, “A vida é um emaranhado de nós”. Essas são algumas das frases que o Coletivo Transverso espalha pelas ruas de cidades do Brasil e do mundo. Com uma “sede” em Brasília e outra em São Paulo, o coletivo, que surgiu em 2011, busca levar poesia ao espaço público e ao cotidiano das pessoas e ampliar o potencial que existe na rua para essa forma de expressão.

O grupo é formado por Cauê Novaes, Patrícia Del Rey e Patrícia Bagniewski, mas possui também uma rede de colaboradores que executam, registram e distribuem o trabalho. O coletivo também estimula as pessoas a baixar, imprimir e registrar, por meio do site e da página do facebook, as frases e os cartazes que o grupo produz. A partir de sua intervenção, busca formar uma rede de intervenções que acontecem em vários lugares e que, muitas vezes, saem do controle do próprio coletivo, ganhando vida própria.

Os trabalhos do Transverso se misturam a outras intervenções na cidade, como o grafitti, a pichação, os cartazes publicitários e outras interferências e, dessa forma, habitam esse espaço múltiplo de mensagens que são as paredes das cidades. Além disso, suas ações abrem canais para outras intervenções e outros diálogos, ge-ram infiltrações nas mensagens vigentes e relacionam-se com o espaço de modo a subverter ou transformar sua lógica. Eles buscam apropriar-se da cidade de forma não possessiva, mas sim pela cocriação de espaços e formas de ocupação, abrindo canais para intervenções futuras.

O grupo enxerga a cidade como um poema vivo e incompleto com muitas possibilidades narrativas, criando instantes de desvio que retiram os passantes de uma “rotina cega”. A partir desse deslocamento, os passantes são convidados a participar ativamente do processo de ressignificação do espaço.

 

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“In the disorder of progress, the street has to be the other side”, “malice leads to nostalgia”, “Life is an entanglement of ourselves”. These are some of the phrases that Coletivo Transverso spreads through the streets of Brazilian cities and others abroad. With a “headquarters” in Brasília and another in São Paulo, the collective, which emerged in 2011, seeks to bring poetry to the public space and to people’s daily lives and expand the potential that exists in the streets for this form of expression.

The group is formed by Cauê Novaes, Patrícia Del Rey and Patrícia Bagniewski, but also possesses a network of collaborators that execute, document and distribute the work. The collective also stimulates people to download, print and document, by way of the site and the facebook page, the phrases and the posters that the group produces. With its intervention as a starting point, it seeks to form a network of interventions that happen in a variety of places and which, often, spin out of the collective’s own control, gaining a life of its own.

Transverso’s works mix themselves with other interventions in the city, like graffiti, “pixo” (local graffiti style), advertising posters and other interferences, and in this way, inhabit this space of multiple messages that are the walls of the cities. Aside from this, its actions open channels for other interventions and other dialogues, generating infiltrations in the existing messages and relating to the space in a way that subverts or transforms its logic. They seek to appropriate the city for themselves in a way that is not possessive, but instead in a way that co-creates spaces and forms of occupation, opening channels for future interventions.

The group sees the city as a live and incomplete poem with many narrative possibilities, creating instances of detours, that remove the passers by from the “blind routine”. Based on this dislocation, the passers by are invited to actively participate in the process of the resignification of the space.